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Essencial para o Desenvolvimento
de novas Vocações
Para convoca Ano Sacerdotal
Instituição do Ano Sacerdotal
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Oração do Ano Sacerdotal
Discípulos Missionários
Afinal, o que é a fé?
O encontro nosso de cada dia
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Calendário litúrgico |
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Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão! (Lc 24, 34)
A liturgia de hoje é um convite a darmos um salto de qualidade em nossa fé, a fazermos a experiência do “discípulo predileto”, que “viu e creu”.
Diante do anúncio convicto de Pedro, que fala em nome dos Apóstolos , iluminados pela fé de João e apoiados pelo testemunho da Igreja, também nós cremos que, realmente, Cristo ressuscitou.
Não procuremos entre os mortos Aquele que é a Vida. A vida cristã é Cristo ressuscitado. Ressuscitar é mudar de vida, é revestir-se de Cristo, entrar Nele e Nele habitar, de sorte que nossa vida esteja realmente escondida com Ele em Deus (cf. Cl 3, 3-4).
Pelo Batismo somos as testemunhas qualificadas da Ressurreição. Rejeitamos o velho fermento do homem velho e da sua maneira de agir, que corrompia as obras e a vida para celebrarmos a festa com os pães ázimos da sinceridade e da verdade (cf. 1 Cor 5, 7-8).
Cristo inaugura a nova criação. Somente Nele podemos “tornar-nos novos”. As chagas provocadas pelo pecado serão cicatrizadas e curadas pelo Amor.
A Eucaristia é penhor de vida nova instaurada pela Ressurreição de Jesus. Acolhamos o seu dom pascal com fé profunda e agradeçamos ao Senhor pelas maravilhas que realizou.
Alegremo-nos no Senhor e Nele exultemos! Ao mundo dominado pela cultura da violência e da morte levemos a certeza que Cristo ressuscitou para renovar todas as coisas.
A vitória de Cristo é a nossa vitória. Prossigamos nossa caminhada pascal a serviço da Vida e da Esperança!
Votos de feliz e santa Páscoa!

Dom Nelson Westrupp, scj
Páscoa 2009 |
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HISTÓRIA - JOSEPH RATZINGER – PAPA BENTO XVI
O Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, nasceu em Marktl am Inn, diocese de Passau (Alemanha), no dia 16 de Abril de 1927 (Sábado Santo), e foi baptizado no mesmo dia. O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera, de modestas condições económicas. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis. Passou a sua infância e adolescência em Traunstein, uma pequena localidade perto da fronteira com a Áustria, a trinta quilómetros de Salisburgo. Foi neste ambiente, por ele próprio definido «mozarteano», que recebeu a sua formação cristã, humana e cultural. O período da sua juventude não foi fácil. A fé e a educação da sua família prepararam-no para enfrentar a dura experiência daqueles tempos, em que o regime nazista mantinha um clima de grande hostilidade contra a Igreja Católica. O jovem Joseph viu os nazistas açoitarem o pároco antes da celebração da Santa Missa. Precisamente nesta complexa situação, descobriu a beleza e a verdade da fé em Cristo; fundamental para ele foi a conduta da sua família, que sempre deu um claro testemunho de bondade e esperança, radicada numa conscienciosa pertença à Igreja. Nos últimos meses da II Guerra Mundial, foi arrolado nos serviços auxiliares anti-aéreos. Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de Junho de 1951. Um ano depois, começou a sua actividade de professor na Escola Superior de Freising. No ano de 1953, doutorou-se em teologia com a tese «Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho». Passados quatro anos, sob a direcção do conhecido professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, conseguiu a habilitação para a docência com uma dissertação sobre «A teologia da história em São Boaventura». Depois de desempenhar o cargo de professor de teologia dogmática e fundamental na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, continuou a docência em Bonn, de 1959 a 1963; em Münster, de 1963 a 1966; e em Tubinga, de 1966 a 1969. A partir deste ano de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde ocupou também o cargo de Vice-Reitor da Universidade. De 1962 a 1965, prestou um notável contributo ao Concílio Vaticano II como «perito»; viera como consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, Arcebispo de Colónia. A sua intensa actividade científica levou-o a desempenhar importantes cargos ao serviço da Conferência Episcopal Alemã e na Comissão Teológica Internacional. Em 25 de Março de 1977, o Papa Paulo VI nomeou-o Arcebispo de München e Freising. A 28 de Maio seguinte, recebeu a sagração episcopal. Foi o primeiro sacerdote diocesano, depois de oitenta anos, que assumiu o governo pastoral da grande arquidiocese bávara. Escolheu como lema episcopal: «Colaborador da verdade»; assim o explicou ele mesmo: «Parecia-me, por um lado, encontrar nele a ligação entre a tarefa anterior de professor e a minha nova missão; o que estava em jogo, e continua a estar – embora com modalidades diferentes –, é seguir a verdade, estar ao seu serviço. E, por outro, escolhi este lema porque, no mundo actual, omite-se quase totalmente o tema da verdade, parecendo algo demasiado grande para o homem; e, todavia, tudo se desmorona se falta a verdade». Paulo VI criou-o Cardeal, do título presbiteral de “Santa Maria da Consolação no Tiburtino”, no Consistório de 27 de Junho desse mesmo ano. Em 1978, participou no Conclave, celebrado de 25 a 26 de Agosto, que elegeu João Paulo I; este nomeou-o seu Enviado especial ao III Congresso Mariológico Internacional que teve lugar em Guayaquil (Equador) de 16 a 24 de Setembro. No mês de Outubro desse mesmo ano, participou também no Conclave que elegeu João Paulo II. Foi Relator na V Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos realizada em 1980, que tinha como tema «Missão da família cristã no mundo contemporâneo», e Presidente Delegado da VI Assembleia Geral Ordinária, celebrada em 1983, sobre «A reconciliação e a penitência na missão da Igreja». João Paulo II nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, em 25 de Novembro de 1981. No dia 15 de Fevereiro de 1982, renunciou ao governo pastoral da arquidiocese de München e Freising. O Papa elevou-o à Ordem dos Bispos, atribuindo-lhe a sede suburbicária de Velletri-Segni, em 5 de Abril de 1993. Foi Presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, a qual, após seis anos de trabalho (1986-1992), apresentou ao Santo Padre o novo Catecismo. A 6 de Novembro de 1998, o Santo Padre aprovou a eleição do Cardeal Ratzinger para Vice-Decano do Colégio Cardinalício, realizada pelos Cardeais da Ordem dos Bispos. E, no dia 30 de Novembro de 2002, aprovou a sua eleição para Decano; com este cargo, foi-lhe atribuída também a sede suburbicária de Óstia. Em 1999, foi como Enviado especial do Papa às celebrações pelo XII centenário da criação da diocese de Paderborn, Alemanha, que tiveram lugar a 3 de Janeiro. Desde 13 de Novembro de 2000, era Membro honorário da Academia Pontifícia das Ciências. Na Cúria Romana, foi Membro do Conselho da Secretaria de Estado para as Relações com os Estados; das Congregações para as Igrejas Orientais, para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, para os Bispos, para a Evangelização dos Povos, para a Educação Católica, para o Clero, e para as Causas dos Santos; dos Conselhos Pontifícios para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e para a Cultura; do Tribunal Supremo da Signatura Apostólica; e das Comissões Pontifícias para a América Latina, «Ecclesia Dei», para a Interpretação Autêntica do Código de Direito Canónico, e para a revisão do Código de Direito Canónico Oriental. Entre as suas numerosas publicações, ocupam lugar de destaque o livro «Introdução ao Cristianismo», uma compilação de lições universitárias publicadas em 1968 sobre a profissão de fé apostólica, e o livro «Dogma e Revelação» (1973), uma antologia de ensaios, homilias e meditações, dedicadas à pastoral. Grande ressonância teve a conferência que pronunciou perante a Academia Católica Bávara sobre o tema «Por que continuo ainda na Igreja?»; com a sua habitual clareza, afirmou então: «Só na Igreja é possível ser cristão, não ao lado da Igreja». No decurso dos anos, continuou abundante a série das suas publicações, constituindo um ponto de referência para muitas pessoas, especialmente para os que queriam entrar em profundidade no estudo da teologia. Em 1985 publicou o livro-entrevista «Relatório sobre a Fé» e, em 1996, «O sal da terra». E, por ocasião do seu septuagésimo aniversário, publicou o livro «Na escola da verdade», onde aparecem ilustrados vários aspectos da sua personalidade e da sua obra por diversos autores. Recebeu numerosos doutoramentos «honoris causa»: pelo College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; pela Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; pela Universidade Católica de Lima, em 1986; pela Universidade Católica de Lublin, em 1988; pela Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; pela Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999; pela Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polónia) no ano 2000. |
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Por que o Natal é comemorado em 25 de dezembro?
Parece incrível, mas a escolha da data não tem nada a ver com o nascimento de Jesus. Os romanos aproveitaram uma importante festa pagã realizada por volta do dia 25 de dezembro e "cristianizaram" a data, comemorando o nascimento de Jesus pela primeira vez no ano 354. A tal festa pagã, chamada de Natalis Solis Invicti ("nascimento do sol invencível"), era uma homenagem ao deus persa Mitra, popular em Roma. As comemorações aconteciam durante o solstício de inverno, o dia mais curto do ano. No hemisfério norte, o solstício não tem data fixa - ele costuma ser próximo de 22 de dezembro, mas pode cair até no dia 25. A origem da data é essa, mas será que Jesus realmente nasceu no período de fim de ano? Os especialistas duvidam. "Entre os estudiosos do Novo Testamento e das origens do cristianismo, é consenso que ele não nasceu em 25 de dezembro", afirma o cientista da religião Carlos Caldas, da Universidade Mackenzie, em São Paulo. Na Bíblia, o evangelista Lucas afirma que Jesus nasceu na época de um grande recenseamento, que obrigava as pessoas a saírem do campo e irem às cidades se alistar. Só que, em dezembro, os invernos na região de Israel são rigorosos, impedindo um grande deslocamento de pessoas. "Também por causa do frio, não dá para imaginar um menino nascendo numa estrebaria. Mesmo lá dentro, o frio seria insuportável em dezembro", diz Caldas. O mais provável é que o nascimento tenha ocorrido entre março e novembro, quando o clima no Oriente Médio é mais ameno. |
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Dom Nelson Westrupp - Deseja ir para o céu...
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A solenidade de todos os Santos e Santas e a comemoração de todos os fiéis Defuntos espontaneamente elevam nosso pensamento e nosso coração para lá onde, também nós, um dia, estaremos. Trazemos em nosso íntimo, no mais profundo do nosso ser, o desejo do céu, e de sermos felizes. A liturgia de ambas as celebrações é um convite a fixarmos demoradamente nosso coração nas “coisas do alto”, onde se encontra a verdadeira felicidade (cf. Cl 3, 2). Deus é a Felicidade. A plenitude da felicidade acontece na contemplação de Deus face a face, na conquista da vida eterna: “Esta é a vida eterna: que conheçam a ti, o Deus único e verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que enviaste” (Jo 17, 3). Não basta sentir saudade de Deus, não basta ter saudade do céu. Não basta experimentar o desejo de ir para o céu. É preciso algo mais. Ao longo de nossa peregrinação de volta para a Casa do Pai, é necessário ter a coragem de usar bem a nossa liberdade. A liberdade deve ser uma conquista diária para o bem. A todo instante somos convidados a fazer o mal e solicitados a praticar o bem. O Maligno usa todos os meios possíveis para nos desviar do caminho da felicidade. Sua maior vitória consiste em levar as almas para longe de Deus. Se o Maligno existe, devemos combatê-lo. Não podemos ficar indiferentes diante dos artifícios do autor do pecado. Jesus passou pelo mundo libertando os possessos e curando toda sorte de enfermidade (cf. Mt 9, 35). Cabe a nós dar continuidade a essa missão. Quiçá, não estejamos entre os que não reconheceram ou não acolheram ou não aderiram a Jesus Cristo... E, sim, entre os indiferentes, covardes, medrosos, omissos, isto é, entre os que não se apercebem de que o Mal realmente existe em nós, no mundo e na Igreja. |
Cristo venceu o poder do Maligno – o maior obstáculo à felicidade -, derrotou a fonte de todo mal que é o pecado. Rezando ao Pai: “não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”, também nós podemos levar uma vida livre do pecado, uma vida santa. Assim, a festa de Todos os Santos e Santas é um convite à santidade, a sermos perfeitos como o Pai do Céu é perfeito (cf. Mt 5, 48). De nada adiantará nosso peregrinar, isto é, nossa vida não terá sentido, se nossos nomes não estiverem escritos nos céus (cf. Lc 10, 20). Por intercessão de todos os Santos e Santas, queremos pedir ao Senhor e Autor de toda santidade que nos conserve fiéis ao Evangelho e nos dê a coragem do testemunho dos mártires, a fim de que sejamos testemunhas autênticas de Jesus Cristo. Nos Santos e Santas, Deus mostra as imagens mais perfeitas de Jesus Cristo, a fim de que também nós, que ainda peregrinamos na fé, sejamos conduzidos a uma maior união com Cristo. “Como é santo aquele que vos chamou, tonai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder. Pois está na Escritura: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pd 1,15-16). “Ser santo” exige purificação de toda mancha da carne e do espírito (cf. 2 Cor 7,1). Significa estar revestido de Jesus Cristo. Celebrando a santidade e recordando todos os que nos precederam no caminho do céu, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo nos dê um espírito de sabedoria e nos revele o que devemos “ser” e “fazer” para alcançarmos a morada dos santos (cf. Ef 1, 17). Que Ele abra o nosso coração à sua luz, para que saibamos qual a esperança que o seu chamamento nos dá, qual a riqueza da glória que está na nossa herança com os santos e santas (cf. Ef 1,17-18). Não há outro caminho para participarmos da liberdade dos filhos e filhas de Deus. Vale a pena buscar a verdadeira Felicidade.

Dom Nelson Westrupp, scj Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 da CNBB |
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Seqüestro e morte de Eloá Cristina e solidariedade à sua família
Ao acompanhar o lamentável seqüestro e seu terrível desfecho, culminando com o falecimento da jovem Eloá Cristina Pimentel, envolvendo também sua amiga Nayara, unimo-nos e profundamente nos solidarizamos com a família Pimentel, especialmente com sua mãe, mulher forte e corajosa, que revelou trazer gravado em seu coração os valores humanos e cristãos, ao decidir a doação dos órgãos de sua filha, proporcionando esperança e vida a outras pessoas. A doação voluntária de órgãos é um gesto de amor fraterno em favor da vida e da saúde do próximo. É uma prova de solidariedade, grandeza de espírito e nobreza humana (cf. Nota da CNBB sobre a doação de órgãos, 24 a 26/9/08).
Outro fato marcante nesta mãe amorosa foi a capacidade de perdoar o assassino de sua querida filha, atitude de alguém que sabe do alcance nefasto do mal no coração humano, mas que se deixa tomar da misericórdia que brota do coração de Deus.
Acompanhamos com nossa prece solidária a dura prova sofrida, expressando profundas condolências pelos familiares de Eloá. Este terrível delito toca profundamente a consciência de todos e convida a pedir a conversão e a consciência da existência e da presença de Deus na sociedade.
Somos a favor da vida sempre.
Ao longo de 2008, a Diocese de Santo André promoveu diversos atos públicos em defesa da vida. Todos esses eventos são frutos do tema da Campanha da Fraternidade de 2008: “Fraternidade e Defesa da Vida”, com seu Lema: “Escolhe, pois, a vida”. Também em 2009, a Campanha da Fraternidade proporá o polêmico tema sobre a “Segurança Pública”. Seu lema será: “A paz é fruto da justiça”.
Promover uma cultura da Paz fundamentada na justiça social é nosso papel de cristãos diante da sociedade. Só a força transformadora do Evangelho é capaz de reverter o quadro de violência e insegurança que assola nossas famílias. Só há uma saída: assumir as atitudes e opções de Jesus.
O triste episódio de Eloá leva-nos a refletir sobre a luta da Igreja no Brasil pelo desarmamento da população. Violência gera violência. A sociedade está imersa num mar de violência e desrespeito à vida humana, dilacerando nosso coração que clama aos céus. É hora de reflexão, de oração, de conversão do coração.
Fomos criados por amor e para o amor. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, que é amor. Somos convocados a viver nossos relacionamentos a partir desse princípio criativo: o amor (Texto Base (TB) da CF-2009, 195).
“A palavra hebraica Shalom é saudação que comunica uma paz completa, resumo de tudo de bom que Deus quer oferecer, quando faz aliança com o povo” (TB, 196). Desejar a paz a alguém é desejar-lhe o “bem-estar, felicidade, saúde, segurança, relações sociais equilibradas, harmonia consigo mesmo, com o próximo e com Deus. Não é só o contrário de violência e ódio, é a vida como ela deve ser” (ibidem, 196). “A paz e a segurança, mais do que discursos ou conjunto de propostas, deve constituir-se em mentalidade que determine o modo de pensar e de agir de todas as pessoas: deve ser expressão de uma cultura” (ibidem, 242; DA 476).
A família é o lugar principal de segurança. O que aconteceu em nossas famílias? Por que não se fala mais de Deus em nossos lares? Por que as crianças não aprendem mais a rezar no colo da mãe ou do pai? E nas escolas? Que lugar deram ao Senhor da Vida e da História?
Diante dos fatos ocorridos em Santo André, chocando a sociedade brasileira, uma coisa é certa: como cristãos e pessoas de bem, devemos tomar a caridade como critério de julgamento, refletir e agir segundo a misericórdia. A não-violência ativa é um dos critérios fundamentais para a construção da paz e para se atingir a segurança. “Não-violência não significa passividade diante das agressões ou injustiças sofridas. Significa não pagar com a mesma moeda, mas agir a partir de outros critérios, como recusa na participação em atividades não construtivas, desobediência cívica, greves pacíficas, passeatas, protestos pacíficos, etc. A não-violência é um dos meios mais importantes à disposição de todos para quebrar a cultura da guerra, da vingança e do ódio, substituindo-a pela tolerância, pelo diálogo e pela misericórdia como caminhos para superação de todas as formas de conflito” (TB, 251). Enfim, “a violência nega a ordem querida por Deus” (Compêndio de Doutrina Social da Igreja, pag. 275). “Deus não suporta o violento” (cf. Is 1, 6).
“Há um verdadeiro eclipse do valor da vida” e do sentido de Deus na sociedade de hoje (cf. Evangelium Vitae (EV), 10). “Perdendo o sentido de Deus, tende-se a perder também o sentido do ser humano, da sua dignidade e da sua vida” (ibidem, 21). Onde não há lugar para Deus, para o temor de Deus, ali prevalece o ódio, o egoísmo, a violência, a injustiça, a paixão sobre a razão, o individualismo. Se a humanidade chegou ao extremo de atos desnaturados de violência e desamor, é porque perdeu ou está perdendo desastrosamente a noção de Deus em seu meio. Diante dos fatos, só podemos concluir que o coração humano se distanciou de sua origem, isto é, do próprio Deus. Sem Deus e sem temor de Deus, as atitudes do ser humano são piores do que as dos animais. O que o conduz não é mais o amor, a justiça, a paz, mas sim, o negror da noite do mal que se alastra em seu coração ferido de morte pelo pecado. Só o amor de Deus pode curar o coração ferido. A Palavra de Deus não se cansa de nos exortar: “O temor do Senhor prolonga os dias, enquanto os anos dos ímpios serão abreviados” (Pr 10, 27). “No temor do Senhor está a segura confiança, esperança para seus filhos. O temor do Senhor é fonte de vida, que afasta dos laços da morte” (Pr, 14, 26-27). “O temor do Senhor conduz à vida: faz morar na abundância, sem a visita do mal” (Pr 19, 23).
A mentalidade “laica” reinante boicotando Deus da sociedade, leva a atitudes como a que acabamos de vivenciar e da tantas outras que diariamente acontecem em nossas cidades e no campo. Só há liberdade, quando se escolhe fazer o bem. Não se tem liberdade, quando se mata ou se fere o semelhante. Não se tem liberdade quando os critérios de ação prejudicam o próximo ou a si mesmo. Para isso, faz-se necessário gravar no coração: “O de que não gostas, não o faças a ninguém” (Tb 4, 15). O espírito do Evangelho aconselha-nos a destruir o círculo do ódio pelo amor, de vingança pela misericórdia, do mal pelo bem.
Sejamos promotores da paz e construtores da “civilização do amor”.

Dom Nelson Westrupp, scj |
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POR QUE CELEBRAR MISSA DE SÉTIMO DIA
Nas primeiras comunidades cristãs o dia da morte era chamado de “dieis natalis”: dia de nascimento para a vida eterna. A fé na ressurreição era tão firme que o desaparecimento de um ente querido não deixava as pessoas abatidas. A certeza da vida eterna era mais forte do que o sofrimento e a dor pelo vazio experimentado. Havia uma esperança intensa: a pessoa, parente ou amigo falecido estava “vivo” porque, mergulhado na Ressurreição de Cristo, tinha alcançado a comunhão com o Pai.m ocasião do sepultamento da pessoa falecida, a comunidade reunida realizava as exéquias, isto é, fazia as orações que celebravam a esperança cristã da vida eterna, proclamavam a Ressurreição de Jesus Cristo, pediam pela passagem do falecido ao céu e serviam de conforto para os parentes enlutados. Ponto central das exéquias era a Santa Missa. O catecismo da Igreja Católica, ao número 1689, considera a Eucaristia “o coração da realidade pascal da morte cristã”. E, repetindo as palavras do ritual das exéquias, diz: “na Eucaristia, a igreja expressa sua comunhão eficaz com o finado. Oferecendo ao Pai no Espírito Santo, o sacrifício da morte e ressurreição de Cristo, ela pede para que o fiel falecido seja purificado de seus pecados e de suas conseqüências e seja admitido à plenitude pascal do Banquete do Reino”. A celebração eucarística, portanto, significa não só comunhão com Cristo, mas com o “Corpo ressuscitado”, isto é, com os que pertencem a Cristo, vivos ou falecidos. Enquanto que, para os cristãos a morte era o início de uma vida junto a Deus, para os pagãos era o início de uma viagem para a escuridão. Como provisões para a viagem, eram deixados alimentos sobre o túmulo dos falecidos. Era costume, também entre os povos pagãos, preparar um banquete para recordar os falecidos: tais banquetes eram realizados no 3°, ou no 7° ou no 30°dia após o falecimento do membro da comunidade. A associação, que é agora adotada, é em função do significado que o dia tem. A celebração no 3°dia da morte é motivada pela ressurreição de Jesus Cristo ao terceiro dia. A celebração do 7°dia é associada à criação operada por Deus ao longo de seis dias, sendo que no sétimo dia descansou. “Deus concluiu no sétimo dia a obra que fizera. E no sétimo dia descansou, depois de toda a obra que fizera” afirma a Bíblia (Gn 2,2) No dia pois, em que Deus descansou, temos o ensejo de pedir a Deus pela pessoa querida para que descanse em paz. No 30°dia ou no aniversário de um ano de falecimento, não há associações especiais: simplesmente são datas que sinalizam a marcha do tempo que vai passando. A saudade, entretanto, está presente no coração de quem fica. No Brasil, a tradição da missa de 7°dia foi enraizando mais fortemente que em outros países, como meio para vencer as dificuldades de comunicação a respeito da morte de alguma pessoa da família e das distâncias para os familiares se fazerem presentes ao enterro. Ao longo da semana, a notícia do falecimento chegava longe e o povo vinha mostrar solidariedade em ocasião do 7°dia. Este costume vigora, ainda hoje, até nas grandes cidades. É oportunidade para que se reúnam os numerosos parentes e amigos do falecido. Nem sempre os participantes são pessoas plenamente conscientes a respeito do valor da oração e da Eucaristia. As missas de 7°dia podem e devem se tornar momentos de evangelização daqueles católicos que vivem afastados da comunidade. O importante é que o ato não seja meramente um ato social, mas uma manifestação de fé na ressurreição.
José Aparecido Souza |
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17.09.2008 Uso do vinho para a Celebração da Santa Missa
A respeito da matéria a ser usada na celebração da Santa Missa, para se evitar interpretações errôneas sobre o uso de suco de uva na Missa, vale recordar o que está em vigor, isto é, o que ensina a Doutrina da Igreja a esse respeito:
1. Redemptionis Sacramentum:
“O vinho utilizado na celebração do santo sacrifício eucarístico deve ser natural, do fruto da videira, genuíno, não alterado, nem misturado com substâncias estranhas. Na mesma cerimônia da Missa se mistura ao vinho uma pequena quantidade de água. Cuide-se com a máxima preocupação para que o vinho destinado à Eucaristia seja conservado em perfeito estado e não se torne vinagre. É absolutamente proibido usar vinho, sobre cuja constituição e proveniência há dúvida. Não se admita, depois, sob nenhum pretexto preferir usar outras bebidas de qualquer gênero que seja, que não constituem matéria válida" (nº 50).
2. Instrução Geral do Missal Romano:
“O vinho para celebrar a Eucaristia deve ser de uvas, fruto da videira (cf. Lc 22, 18), natural e puro, quer dizer, sem qualquer mistura de substâncias estranhas” (nº 322).
“Tenha-se grande cuidado em que o pão e o vinho destinados à Eucaristia se conservem em perfeito estado, isto é, que nem o vinho se azede nem o pão se estrague ou endureça tanto que se torne difícil parti-lo” (nº 323).
3. Código de Direito Canônico:
“O sacrossanto Sacrifício eucarístico deve ser celebrado com pão e vinho, e a este se deve misturar um pouco de água” (Cânon 924 § 1).
N.B.:
4. A mudança de vinho só deve ser feita quando autorizada pela Santa Sé e não é de direito do padre mudar vinho por suco de uva. Não se trata somente de um ato legislativo, no caso da troca do vinho, mas de um conceito teológico da Tradição Litúrgica: nós celebramos com vinho porque Jesus usou vinho na última Ceia.
Além do mais, dois goles de vinho não registram nada no bafômetro. Por isso, continua-se a usar vinho e não suco de uva.
O Bispo só pode autorizar um padre a celebrar a santa Missa usando suco de uva natural, sem álcool, somente em três circunstâncias, a saber:
- Falta de vinho (como acontece na região de Nova Guiné, na África);
- Problemas de saúde do padre;
- Problema de alcoolismo.
Fora disso não se pode celebrar a missa com outra bebida que não seja o vinho puro de uva sem mistura, conforme visto acima.
 Dom Nelson Westrupp, scj |
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17.09.2008
“Presente está pela Palavra”
Palavra de Deus Proclamada na Celebração Litúrgica
Estamos em pleno mês da Bíblia, da Palavra de Deus! Creio que esta é uma oportunidade ótima para refletirmos sobre a Palavra de Deus na liturgia. A constituição Sacrosanctum Concilium, além de promover uma ampla reforma da liturgia, também resgatou a importância da Palavra de Deus em nossas celebrações. A liturgia num período de deslocamento de eixo, muitas vezes substituiu a leitura da Bíblia pela vida de santos, privilegiando uma religiosidade devocional. O mesmo aconteceu com a Eucaristia, dando margem as diversas devoções eucarísticas, por exemplo, a adoração ao santíssimo, ao invés de reforçar a própria comunhão do Corpo do Senhor. Estas tendências foram superadas pela reforma litúrgica, preparada pelo movimento litúrgico e bíblico do século passado. Porém, precisamos abrir nossos corações para acolher a Palavra proclamada em nossas liturgias e podermos comungar do “Pão da Palavra”, que é o mesmo Cristo presente no “Pão da Eucaristia”. Com efeito, o concílio na constituição dogmática Dei Verbum afirma que “A Igreja sempre venerou a Sagrada Escritura da mesma forma como o próprio Corpo do Senhor” (DV 21). O concílio pretendeu resgatar a relação com a Palavra de Deus que os cristãos tinham no início da Igreja. Aliás, toda a tentativa da reforma litúrgica foi de resgatar a liturgia original da Igreja romana, chamada “liturgia romana pura”, ou seja, a liturgia celebrada pelas primeiras comunidades da Igreja de Roma, da qual somos herdeiros. Com esta afirmação da constituição Dei Verbum, podemos dizer que a Palavra de Deus é tão venerada quando o Corpo eucarístico de Cristo. Isto nos leva a outra afirmação do concílio Vaticano II na constituição Sacrosanctum Concilium sobre a presença de Cristo na liturgia: “está presente na Igreja, sobretudo na liturgia... presente está pela sua Palavra, pois é Ele mesmo que fala quando se lêem as Sagradas Escrituras” (SC 7). A Palavra de Deus tem a mesma importância que a Eucaristia para a vida da Igreja e para a liturgia. São Jerônimo diz: “Quanto a mim, penso que o Evangelho é o corpo do Cristo e que a Sagrada Escritura é sua doutrina. Quando o Senhor fala em comer sua carne e beber seu sangue, é certo que fala do mesmo mistério (da eucaristia). Entretanto seu verdadeiro corpo e seu verdadeiro sangue são (também) a Palavra da Escritura e sua doutrina”. O Papa Paulo VI, em sua encíclica Mysterium fidei sobre a Eucaristia, insiste que a presença real de Cristo na Eucaristia não exclui outros modos de presença real. Diz o papa: “Esta presença, chamamo-la de real não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem reais, mas, por excelência, porque ela é substancial” (cf. 30). Para ele, a presença na eucaristia é substância porque está ligada a substância do pão. Mas a presença na Palavra é igualmente real. Na celebração litúrgica as duas mesas estão intimamente unidas: a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia. O concílio Vaticano II retomou o ensinamento da Tradição da Igreja sobre as duas mesas (cf. DV 21). Isto não é novidade na Igreja. Já na metade do século VIII a.C. o profeta Amós falou de uma fome da Palavra que o povo teria semelhante à fome de pão. Assim diz o profeta: “Eis que virão dias, em que enviarei fome à terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a Palavra do Senhor” (Am 8,11). Marcos nota que antes de Jesus multiplicar os pães, ele multiplica a Palavra (cf. Mc 6,30-44). Para Jesus, pão e palavra se resumem na obediência a vontade do pai. “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou” (Jo 4,34). A celebração litúrgica é o lugar privilegiado para a proclamação da Palavra de Deus. Pois ela é o eixo de toda a liturgia. Na liturgia a Palavra é sempre viva e atual. E esta palavra não é destinada a um indivíduo isoladamente, mas ao povo de Deus, a comunidade celebrante. O povo de Deus é convocado por Deus no Espírito Santo para escutar a Palavra e colocá-la em prática. A Palavra de Deus proclamada na ação litúrgica tem sua eficácia quando: 1) Cristo estiver presente no ato de sua proclamação; 2) quanto mais conteúdo da mensagem implicar sua ação salvífica; 3) quando o leitor estiver compenetrado em seu ministério de proclamação da Palavra. Estes elementos não podem faltar na proclamação da Palavra na liturgia. A proclamação da Palavra de Deus na liturgia deve provocar na assembléia celebrante uma participação ativa e consciente, ou seja, uma resposta viva e concreta. Os fiéis devem dar uma resposta de fé. Para tornar-se verdadeiramente em “Palavra da Salvação”, ela deve passar de palavra escrita para palavra viva e eficaz que comunica o plano de Deus e atinja os corações de todos os seus ouvintes. Jesus nunca quis ser lido, mas proclamado para atingir o mais íntimo dos ouvintes, transformá-los e convertê-los. Que ao compreendermos a importância da Palavra de Deus na liturgia, sua função memorial, e principalmente a presença real de Cristo em sua Palavra proclamada, passemos a participar mais ativamente e conscientemente da liturgia da Palavra e deixemos que esta Palavra nos transforme em criaturas para implantarmos em nossa sociedade o Reino de Deus. Paz.
Pe. Cristiano Marmelo Pinto
Liturgista |
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22.08.2008
VEM E SEGUE-ME
"... Ah! Senhor Javé eu nem sei falar, pois que sou apenas uma criança." Replicou porém o Senhor: "Não digas: Sou apenas uma criança, porquanto irás procurar todos aqueles aos quais te enviar, e a eles dirás o que eu te ordenar." (Jr 1,6s)
Um grande espetáculo esportivo está prestes a começar, 3.500 pessoas estão reunidas no ginásio, só pode ser um jogaço, vamos assistir. Espere um pouco observando melhor são todos... "ué!"... Crianças?
Crianças sim; de todos os tamanhos e idades unidas para torcer por um em que a vitória é mais do que certa: o time de Jesus e do seu amor através do serviço. Não qualquer serviço mas o do santo altar.
Trata-se dos coroinhas de nossa diocese que se reuniram para: rezar, cantar de forma extremamente animada, aprender com o Pe. Luís Erlin, partilhar os alimentos como uma família e por fim, como mais importante, celebrar em torno da mesa do sacrifício a festa da Assunção de Maria.
Pastoreados por Dom Nelson, assessorados pelo Pe. Fernando e coordenados pelo José Aparecido e ajudados por toda a equipe assistente o evento foi um sucesso, sobretudo porque a estrela deste jogo foi você coroinha que como São Tarcísio soube dizer sim ao chamado de Jesus: "Vem e segue-me".
Nossa mensagem é de força para todos aqueles que nobremente ajudam nas paróquias, sempre dedicados procurem cada vez mais este Deus que é fonte de paz, afim de que no futuro sejam vocês construtores de uma sociedade melhor.
Maria que nos ensina a humildemente servir e que para Deus agir basta crer acima de qualquer fragilidade humana ajude a manter-nos perseverantes e solícitos à vontade do Pai sempre.
Texto: Guilherme
Seminarista |
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23.07.2008
ACÓLITOS OU COROINHAS
Embora os acólitos e os coroinhas estejam presentes em nossas comunidades, nem sempre sabemos a diferença existente entre dois ministérios. Geralmente utilizamos uma mesma palavra para falar de funções e pessoas distintas. O termo acólito é de origem grega, akólouthos, que significa “servidor, seguidor ou acompanhante” . A palavra chegou até nós por meio do latim acolythus e virou acólito. Já a origem da palavra coroinha não é bem certa. Existem duas versões. Uma que vem do latim pueri chori , que significa menino do coro. Os meninos do coro, que cantavam durante a celebração da missa, às vezes eram chamados para auxiliar os padres no serviço do altar. Os “meninos do coro” eram chamados de coroinhas. A outra versão do surgimento do nome coroinha é a seguinte : antigamente, antes de serem ordenados, os padres recebiam várias ordens, conhecidas como ordens menores: ostiário, leitor, exorcista e acólito. Ao receber as ordens menores, os jovens recebiam a tonsura, uma espécie de coroa que era feita na cabeça, e marcava a iniciação na vida clerical. Os que ajudavam no altar, devido à coroa que possuíam na cabeça, ficaram conhecidos como coroinhas. A principal diferença que existe entre coroinhas e acólitos são as funções e responsabilidades. O ministério de coroinhas é mais próprio de crianças e adolescentes, meninos e meninas, geralmente na etapa da catequese( Redemptionis sacramentum, n° 47 ). Para ser acólito é necessário certo grau de maturidade e entendimento. Hoje este ministério não é reservado somente aos que serão padres. É um ministérioque pode ser recebido também pelos leigos ( Código de Direito Canônico, n° 230 ). Por se tratar de um ministério instituído, é dado pelo Bispo ou seu representante, em uma cerimônia com rito próprio. Os acólitos têm muitas funções durante a celebração da Missa e, também, fora dela. Segundo os documentos da Igreja ( Carta. Apostólica Ministeria Quaedam, do papa Paulo IV, e a Instrução da Congregação para o Culto Divino Redemptionis sacramentum, de 2004), a principal função do acólito é assitir ao diácono e ao sacerdote no serviço ao altar. Quando necessário, o acólito pode distribuir a camunhão aos fiéis, como ministro extraordinário, durante a missa ou fora dela aos enfermos. Pode conduzir a exposição do Santíssimo para a adoração, mas não pode dar a bênção. Enfim, o acólito está a serviço da liturgia. Coroinhas e acólitos; todos são muito importantes para o bom êxito e vida da liturgia. É importante lembrar que é dentro do grupo de coroinhas e acólitos que nasceram muitas vocações sacerdotais e religiosas. Daí a importância de incentivar a participação nesses ministérios.
Pe. Maciel M. Claro
Sacerdote Claretiano
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23.07.2008 PAI NOSSO DO CATEQUISTA
PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU
E também conosco.
Vivemos em tua presença a missão de catequistas, no empenho de construir fraternidade com todos aqueles que nos entregas e nos confias.
SANTIFICADO SEJA TEU NOME
Que Te louvem nossos catequizandos ao sentirem que Te revelas em todas as criaturas. Que eles se alegrem ao verem no homem a Tua imagem e na vida de comunidade o Teu ensinamento.
VENHA O TEU REINO
Aquele Reino que Jesus começou e anuncia: Reino de paz, de amor, justiça e verdade. Que nossa catequese seja sinal — instrumento desse reino —, abrindo os corações de Teus filhos para a fraternidade universal.
FAÇA-SE TUA VONTADE NA TERRA COMO NO CÉU
Tua vontade, Senhor, é a felicidade de Teus filhos. Que nossa catequese seja "Boa Notícia", a notícia da vida feliz, vida de comunhão Contigo, de amor com os irmãos e construção de um Mundo Novo.
DÁ-NOS HOJE O PÃO DE CADA DIA
O pão da Tua Palavra, da Eucaristia, da Tua amizade, para que, alimentados, possamos PARTILHAR na gratuidade e sem medir esforços, nossos dons, nossa fé, nosso entusiasmo e tudo o que temos e somos.
PERDOA-NOS NOSSAS OFENSAS, COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS OFENDE.
Perdoa-nos nossos desânimos e a rotina do anúncio sem "gana", que enfraquece nossos catequizandos. Perdoa-nos o desinteresse em aprofundar o conteúdo da fé. Perdoa-nos quando não amamos bastante nossos catequizandos.
NÃO NOS DEIXES CAIR NA TENTAÇÃO
De dizer "não" quando Teu apelo se faz gritante através da necessidade da Igreja. Não nos deixes cair na tentaçao de pregar a Tua Palavra sem que ela primeiro nos penetre e transforme. Não nos deixes cair na tentação de anunciar o Teu Reino sem correr o risco da CRUZ.
E LIVRA-NOS DO MAL
De nos sentirmos auto-suficientes em nosso ministério, sem contar com Tua graça e Tua ação. Sem nos integrarmos na comunidade. Afasta de nós o mal do individualismo, da alienaçao que nos levam a uma catequese descomprometida com a vida.
AMÉM:
Sim, Pai, assim o queremos, assim o pedimos, assim o prometemos, porque Tu também o queres.
E, juntos, nos esforçamos para que nossa catequese desperte e comprometa todos os homens na libertação do mundo, transformando-o na grande FAMÍLIA DE DEUS. |
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07.07.2008 MENSAGEM DE D. NELSON WESTRUPP, SCJ
PARA O MÊS VOCACIONAL AGOSTO 2008
CHAMADOS E ENVIADOS...
Existimos por um ato de amor de Deus. “Nele vivemos e nos movemos” (At 17, 28).
Antes da fundação do mundo, “Deus nos escolheu, em Cristo, para sermos santos e íntegros diante dele, no amor” (Ef 1,4). Não há vocação mais sublime para o ser
humano do que sua união e comunhão com Deus. A santidade é a vocação primeira de
todos na Igreja, pois “a vontade de Deus é que sejais santos” (1 Ts 4,3).
Agosto é o mês das Vocações. O mês vocacional quer recordar a cada pessoa que a
Igreja é a “assembléia dos vocacionados/as, isto é, dos que foram chamados por Deus à existência e à participação na sua grande família. Nesse sentido, precisamos motivar
todos os batizados a se reconhecerem chamados pelo Pai, escolhidos pelo Filho e
enviados em missão pelo Espírito Santo.
A Pastoral Vocacional é tarefa de todos e de cada um. Não se pode delegar. Entremos
nesse movimento! Motivemos nossa família, nossa comunidade. Façamos crescer a “cultura vocacional”! Ajudemos nossa Diocese a ter um “rosto vocacional”, isto é, a ser
de fato “comunidade de chamados”, “assembléia dos convocados”.
Aprofundando essa consciência vocacional, levaremos nossas comunidades a uma
animação vocacional, capaz de promover todas as vocações de que a Igreja e a Diocese
necessitam para cumprir sua missão. Enfim, a Pastoral vocacional visa a “vocacionalizar” as demais pastorais, criando-se, assim, uma mentalidade vocacional
em toda ação evangelizadora da Igreja. Na verdade, todo cristão(ã) é um(a) “vocacionado(a)”, chamado(a) a dar testemunho do Evangelho.
Enquanto perdurar a Igreja peregrina, o Senhor da messe não deixará de passar e
bater à porta dos corações. Mas Ele quer que o Seu chamamento ressoe e seja ouvido
por nosso intermédio e pela nossa oração.
Dom Nelson Westrupp, scj |
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07.07.2008
COROINHAS E ACÓLITOS: MINISTÉRIOS DIFERENTES, DEDICAÇÃO IGUAL
Embora seja muito comum, em diversas paróquias, a existência de coroinhas e acólitos, isto não pode ser considerado completamente real, uma vez que há diferenças entre os ministérios de coroinhas e de acólitos. Essas diferenças serão esclarecidas nas próximas linhas.
A Instrução Geral do Missal Romano define o acólito como um ministro instituído para o serviço do altar, assistindo o sacerdote e o diácono. Tendo ele como principais competências a preparação do altar e dos vasos sagrados além de, se necessária, a distribuição da Eucaristia aos fiéis, da qual é ministro extraordinário.
Utilizando esta definição, pode-se perceber que já há uma função a mais, a de ministro extraordinário da Comunhão Eucarística. Assim sendo, os acólitos têm a competência de distribuir a Sagrada Eucaristia, competência esta que os coroinhas não possuem.
Por regra, o acólito é homem, e em geral, um seminarista almejando o sacerdócio, embora o bispo diocesano possa designar qualquer leigo para o serviço. Portanto, ao invés de designar acólitos os coroinhas de maior idade e com mais experiência, convém denominá-los “cerimoniários”.
A palavra “coroinha” vem do latim pueri chori, “menino do coro”. Não há concordância sobre como o termo tornou-se a designação dos que servem ao altar. Acredita-se que seja em razão dos sacerdotes, em tempos mais remotos, chamarem os meninos do coro para ajudá-lo no serviço do altar.
Há ainda aqueles que desconsideram o ministério dos coroinhas, unificando-o com o do acolitato. Apesar de parecidos os ministérios, ainda apresentam algumas diferenças.
O termo “coroinha” já pode ser considerado oficial, uma vez que apareceu no Redemptiones Sacramentum, documento publicado pela Santa Sé em 2004. Nesse documento, a Igreja considera louvável o costume de jovens e crianças realizarem um serviço junto ao altar, similar ao dos acólitos, permitindo, ainda, que esse serviço seja realizado por mulheres.
Conclui-se, portanto, que, sim, há diferenças entre o ministério dos coroinhas e dos acólitos. O serviço ao altar é dos acólitos, mas na impossibilidade de todas as paróquias terem quantidade suficiente desses ministros, são encarregados, praticamente com as mesmas designações, os coroinhas. Destes, ao longo dos séculos, têm surgido um número considerável de ministros consagrados.
Rodrigo Thiago Passos Silva
Coord. da Região Santo André – Centro
Paróquia São Judas Tadeu |
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04.07.2008
RESPONSABILIDADE DAS REGIÕES – 2008
"Os que esperam no Senhor, renovam suas forças, criam asas como águia,
correm e não se afadigam, andam e nunca se cansam." Isaías 40,31
Região São Caetano do Sul
Região Santo André Leste
- Liturgia em Geral
- Preparação do local
- Limpeza do Local
Região Mauá
Região Diadema
Região Ribeirão Pires
- Segunda Leitura
- 2 Preces (elaborada)
- Preparação do local
- Entrega dos Crachás
- Entrega de Acessório para Animação
- Acolhida (Coroinhas, Bispo, Padres e Seminaristas)
- Limpeza do Local
Região São Bernardo Anchieta
Região São Bernardo Centro
- Coreografia para a Missa
- Organização do Ofertório
- Preparação do local
- Limpeza do Local
Região Santo André Utinga
Região Santo André Centro
- Primeira Leitura
- Preces (folheto)
- Limpeza do Local
- Preparação do local
- Distribuição dos Lanches
Coordenadores – Regional / Paroquial / Capela
- Orientação para coroinhas nas Paróquias e Capelas
- Orientar os coordenadores das Paróquias e Capelas
- Ajudar na organização (Antes – Durante – Depois) |
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13.05.2008
"O Amor vê mais do que a razão", afirma Bento XVI
"O amor vê mais do que a razão, quando a luz da razão não nos dá mais acesso, o amor vê e torna possível a experiência de um caminho humilde e realista, dia após dia, através do qual tocamos realmente o coração de Deus". Bento XVI resumiu durante a Audiência Geral desta quarta-feira, 14, com essas palavras o ensinamento de Dionísio Aeropagita, antigo autor cristão e Padre da Igreja, que tornou possível um diálogo entre o Evangelho e a Filosofia grega inspirada por Platão.
Segundo o Pontífice, Dionísio é um exemplo a ser seguido no diálogo inter-religioso, pois a sua Teologia, pode oferecer luzes ao diálogo entre o "Evangelho e as religiões místicas da Ásia".
"Quando se entra na relação íntima com Cristo, explicou o Papa, desaparecem as polêmicas e é possível se aproximar, tomando a estrada da experiência humilde de dia após dia encontrar de novo a beleza da fé, o encontro com Deus em Cristo".
Refletindo sobre os escritos de Dionísio, Bento XVI disse que para conhecer a Deus de modo completo, o "verdadeiro" teólogo recorre em primeiro lugar a tudo que a Bíblia diz sobre Ele. Como nenhuma classificação expressa plenamente o mistério de Deus, se chega a uma teologia chamada "negativa", que afirma muito mais aquilo que Deus não é.
Os conceitos, continuou o Papa, são como imagens úteis para contemplar o que supera nosso entendimento e como sinais de um encontro pessoal com Deus, no qual a especulação dá lugar à contemplação e o conhecimento, à experiência.
Este caminho de Dionísio é uma disposição interior que rejeita aprisionar Deus em simples idéias, adaptando os mistérios divinos ao pensamento humano. É uma atitude existencial que abrange toda a pessoa, pois a verdadeira teologia requer uma transformação do sujeito.
Os escritos de Dionísio, disse ainda Bento XVI, se difundiram rapidamente no Oriente grego e entre os autores latinos da Idade Média. Seus esforços para inserir a verdadeira fé na cultura helenista de sua época são de grande atualidade nos nossos dias. Também hoje, é necessário entrar em diálogo com as novas culturas para assumir o que elas têm de valor, porém sem comprometer por isso a identidade cristã, baseada na Revelação.
O Santo Padre dirigiu, durante o encontro, seu pensamento às populações de Sichuam e das províncias limítrofes na China, duramente atingidas pelo terremoto que causou graves perdas humanas, muitos desaparecidos e prejuízos incalculáveis. E fez um apelo: "Convido todos vocês a unirem-se a mim na fervorosa oração por todos aqueles que perderam a vida. Sou particularmente solidário às pessoas provadas por tão devastadora calamidade: imploremos a Deus o alivio do sofrimento para todos eles. Queira o Senhor conceder apoio àqueles que estão empenhados em responder às exigências imediatas de socorro."
Antes de concluir o encontro com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Santo Padre dirigiu a sua saudação em várias línguas, entre as quais o português, e concedeu a todos a sua Benção Apostólica: "Amados Irmãos e Irmãs,Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, especialmente com um cordial abraço ao numeroso grupo de visitantes provindos do Brasil. Desejo a todos felicidades, paz e graça no Senhor! Faço votos de que a luz de Cristo ilumine sempre a vossa fé para que tenham uma vida digna, cristã e repleta de alegrias. Recebam a Bênção do Todo Poderoso que, de bom grado, estendo aos vossos familiares e amigos."
Fonte: www.cancaonova.com |
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13.05.2008 Papa concede indulgência plenária por ocasião do Ano Paulino
O Papa Bento XVI concedeu a indulgência plenária por ocasião do Ano Paulino, proclamado para celebrar os dois mil anos de nascimento de São Paulo. A Penitenciaria Apostólica publicou sábado o respectivo decreto, que abrange o período que vai de 28 de junho próximo até 29 de junho de 2009, a Solenidade dos Santos Pedro e Paulo.
Pode-se pedir a indulgência para si mesmo ou para os defuntos, visitando, em forma de peregrinação, a Basílica de São Paulo fora dos Muros, em Roma. São necessárias as habituais condições: a confissão, a comunhão e a oração segundo as intenções do Papa, praticadas com espírito de arrependimento e destacado de todo pecado, mesmo venial.
O decreto estabelece, ainda, que podem obter a indulgência plenária os fiéis das várias igrejas locais que, satisfeitas as exigências habituais, "participarem devotamente numa função sacra ou num piedoso exercício publicamente realizados em honra do Apóstolo dos Gentios, nos dias da abertura solene e do encerramento do Ano Paulino, em todos os lugares sagrados, e noutros dias determinados pelo Bispo local, nos lugares sagrados intitulados a São Paulo, e, para a utilidade dos fiéis, noutros lugares designados pelo mesmoBispo".
A indulgência plenária é concedida também aos fiéis que, "impedidos por doença ou outra causa legítima e relevante" e com o propósito de satisfazer as habituais condições tão cedo quanto possível, se unirem espiritualmente a uma celebração jubilar em honra a São Paulo, oferecendo a Deus as suas orações e sofrimentos pela unidade dos cristãos.
Fonte: www.cancaonova.com |
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DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA
Brasília, 5 de maio de 2008
1. Nós, cientistas, parlamentares, juristas e lideranças nacionais de movimentos em defesa da vida humana, desde o seu início, temos a declarar o que segue sobre o que tem sido denominado de "pesquisa com células-tronco embrionárias humanas".
2. Com base na referida expressão, se designa uma linha de pesquisa científica que interrompe em caráter definitivo e irreversível o desenvolvimento do ciclo vital de seres humanos nos primeiros dias de sua existência, ou seja, que os destrói e os mata. Entendemos que o ser humano – em todas as fases de sua vida – não pode ser manipulado como um objeto ou coisa, dispondo-se de sua vida, não importando a finalidade alegada. O conhecimento científico, consolidado internacionalmente, apresenta vasta bibliografia da ciência médica, especialmente da embriologia, expressando claramente que a vida de cada indivíduo humano se inicia com a fecundação, quando um espermatozóide (a célula germinativa masculina), penetre no ovócito ou óvulo (a célula germinativa feminina), determinando o patrimônio genético de um novo e irrepetível indivíduo da espécie. A partir desse momento estão definidos o sexo, as tendências físicas e psicológicas de um novo indivíduo ou pessoa humana. A natureza e a dignidade humanas são indissociáveis dos seres humanos, que só podem resultar de células germinativas humanas – constatação óbvia, mas que parece ignorada por muitos. A natureza e a indissociável dignidade humanas ou estarão presentes desde o início, ou seja, desde a fecundação, ou não estarão presentes nunca. É necessário reconhecê-las desde o primeiro instante, e que permanecem até a morte do indivíduo ou pessoa, que, como confirma o ensinamento da ciência médica, tem um desenvolvimento gradual, progressivo, sem saltos nem "metamorfoses". Tal processo não se interrompe com o nascimento e prossegue até o início da idade adulta. Pretender classificar os seres humanos, desconsiderando sua realidade biológica e humanidade, adotando critérios utilitaristas ou de "investimento acumulado", parece contrariar não só os dados da natureza, como também os da cultura nacional, incluído o Direito, que desde os primeiros projetos de codificação civil pátrios, no século XIX, reconhece e protege o nascituro e seus direitos "desde a concepção". O direito à vida é o primeiro e o pressuposto de exercício de todos os demais direitos.
3. Pretende-se contrapor a vida dos embriões congelados na data da promulgação da Lei de Biossegurança, nº 11.105, de 24 de março de 2005, à terapia e cura de muitos que padecem de doenças graves em nosso País. Não temos receio em afirmar com toda ênfase, que tal dilema é falso; como consta de texto divulgado por 57 cientistas norte-americanos, em 27 de outubro de 2004, bastante atual: "Baseado nas evidências disponíveis, ninguém pode predizer com certeza se as células-tronco embrionárias humanas, em alguma época, produzirão benefícios clínicos, e, muito menos, benefícios que não sejam obtidos por outros meios menos problemáticos do ponto de vista ético".
4. Ao contrário do que tem sido veiculado e acriticamente aceito pela opinião pública, as células-tronco embrionárias não são a grande promessa para gerar terapias. Na verdade, são as células-tronco adultas que têm produzido expressivos resultados, que se apresentam ainda mais promissores depois do desenvolvimento da técnica de indução de pluripotencialidade em células adultas. Como o assunto envolve sofisticado conhecimento técnico, as pessoas ficam mais vulneráveis à manipulação da informação. Diante disso, faz-se necessário esclarecer alguns aspectos básicos, que passamos a expor muito sucintamente:
5. As células-tronco embrionárias são, em tese, capazes de gerar todos os tipos celulares humanos (chama-se a isso pluripotência). Apenas em tese, pois isso é o que ocorre in vivo, no desenvolvimento normal e natural do organismo. Entretanto, não existem dados experimentais efetivos que garantam que o mesmo possa ser alcançado in vitro, ou seja, em laboratório, após a destruição e morte dos embriões, dos quais são extraídas suas células para fins de pesquisa. Mais ainda: em termos de terapia, após 10 anos de intensas pesquisas em muitos países com alto padrão de desenvolvimento científico e investimentos de centenas de milhões de dólares, não há nenhum protocolo aprovado com células-tronco embrionárias humanas para testes em pacientes, ou seja, as células-tronco embrionárias humanas, por apresentar graves riscos à vida e saúde dos pacientes, sequer podem ser testadas em seres humanos. No modelo animal, essas células têm resultado na formação de teratomas, rejeição, entre outros problemas graves, não havendo, portanto, segurança para que se iniciem experimentações em seres humanos.
6. Muito do atual conhecimento sobre o desenvolvimento embrionário, em termos moleculares, advém de estudos feitos com embriões de animais de laboratório.
7. Todos os resultados terapêuticos positivos em seres humanos veiculados pela mídia têm sido obtidos com o uso de células-tronco adultas multipotentes, extraídas da medula óssea, do cordão umbilical e de outros tecidos. Já há mais de 20.000 pacientes em tratamento clínico, envolvendo pelo menos 73 doenças diferentes, em geral com bons resultados para a qualidade de vida dos pacientes.
8. No segundo semestre de 2007, dois importantes trabalhos científicos, um dos quais de um grupo norte-americano liderado pelo Dr. Thomson (o primeiro a obter uma linhagem de células-tronco embrionárias humanas) e outro, coordenado pelo Dr. Yamanaka, no Japão, mostraram a possibilidade de se obter, a partir de células adultas do próprio paciente, células-tronco humanas pluripotentes sem destruir o embrião. Estes estudos levaram Ian Wilmut, o "criador" da ovelha Dolly, e uma das autoridades líderes no processo de clonagem por transferência nuclear em células somáticas, a anunciar que ele e sua equipe estavam abandonando, por questões técnicas, a pesquisa em clonagem para fixar-se na investigação de reprogramação celular, que em suas palavras, apresenta "muito mais potencial".
9. As chamadas células pluripotentes induzidas (iPCs, sigla do inglês), são obtidas diretamente de células adultas, acrescentando-se um pequeno número de fatores nestas células em laboratório. Estes fatores remodelam as células maduras convertendo-as em células-tronco com características funcionais equivalentes às células obtidas de embrião. Esta técnica pode ser usada, por exemplo, para gerar linhagens específicas de células-tronco para pacientes com doenças genéticas.
10. A reprogramação de células humanas é um dos achados científicos mais significativos da atualidade; mais importante do que a clonagem da ovelha Dolly. Como diz o próprio Ian Wilmut, a reprogramação direta é "extremamente animadora e surpreendente". O poder da reprogramação direta é tal que gera células-tronco geneticamente iguais às do paciente doador ( a partir de células da pele, por exemplo). Ainda têm a grande vantagem de não serem rejeitadas e comprovadamente não gerarem tumores, de acordo com o recente anúncio de resultado positivo em experiência científica feito em publicação especializada pelo grupo coordenado pelo Dr. Yamanaka em fevereiro de 2008. No mesmo mês, foi apresentada uma significativa melhora no método de obtenção das células iPC, num encontro sobre células-tronco, em Nova York, por John Sundsmo, presidente da PrimeGen, Irvine, CA, EUA. De acordo com Sundsmo, células de pele, de rim e retina incorporaram partículas de carbono que transportavam em suas superfícies proteínas responsáveis pela transformação destas células em células pluripotentes, mais rapidamente e com eficiência muito maior, sem ricos de produzirem cânceres e sem haver manipulação genética. O processo está sendo patenteado. A nosso ver têm sido pouco divulgadas, ou mesmo negadas, informações tão relevantes à população em geral e aos portadores de doenças graves e suas famílias. Na falta da informação correta e precisa, luta-se pela liberação dos experimentos com células-tronco embrionárias humanas, muitas vezes desconhecendo o fato de que estas, até agora, somente foram injetadas em camundongos, gerando rejeição e, com freqüência, tumores, não podendo, portanto sequer serem testadas em seres humanos, em razão dos graves riscos à saúde e mesmo vida dos pacientes que isso poderia implicar.
11. Manifestamos nossa solidariedade aos portadores das diversas doenças que podem ser tratadas com as células-tronco adultas, com a linha de pesquisa dos fatores celulares, que também já tem dado resultados positivos, ou com as novas células-tronco pluripotenciais induzidas (iPCs), quando estiverem em fase de teste clínico, o que, confiamos e esperamos, possivelmente não deverá demorar, beneficiando assim os pacientes e seus familiares.
12. Colocamos-nos solidários, também, com as crianças resultantes de fecundação in vitro e suas famílias. Entendemos que o único destino dessas meninas e meninos, conforme sua intrínseca e inalienável dignidade humana, é o mesmo que motivou sua fecundação, ou seja, serem filhas ou filhos, inseridos em uma família. Deve se buscar, pois, condições e soluções para que prossigam o seu ciclo vital, mediante implantação no útero de suas mães biológicas, ou de outras que os acolham ou adotem. O tempo de congelamento não é empecilho para tal, como foi demonstrado recentemente por Vinícius, com oito meses de nascido, após oito anos de congelamento, acolhido no útero de sua mãe, Maria Roseli. Ele é uma das mais de 400 crianças nascidas, após haverem sido crioconservadas (congeladas) "a maioria acima de três anos de congelamento", em uma só clínica de fertilização. Esclarece o médico responsável pela clínica: "É uma loucura falarem que embrião congelado há mais de três anos é inviável. E isso não tem nada a ver com religião. A viabilidade é um fato e ponto." (Folha de S. Paulo, 9 de março de 2008, "O Bebê que Saiu do Frio"). Vinícius e outras crianças que estiveram congeladas por mais de três anos o demonstram claramente.
13. Sendo o Brasil um país que não dispõe de grandes recursos para aplicação em pesquisa, é crucial que sejam bem empregados. No que se refere à busca de terapias, certamente o campo das células-tronco adultas é já uma realidade, e muito mais promissor para o futuro, conforme reconhecido por grandes cientistas internacionais. Verifica-se, do que foi exposto, que o respeito à vida e à dignidade do ser humano, que deve informar toda a pesquisa científica, não está dissociado de resultados terapêuticos positivos, mas sim a ele associado.
Assinam a declaração:
Dra. Alice Teixeira Ferreira – Professora Associada de Biofísica da UNIFESP/EPM na área de Biologia Celular
Dra. Cláudia Maria de Castro Batista – Professora do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ
Dr. Cláudio Fonteles – Subprocurador Geral da República
Prof. Hermes Rodrigues Nery –Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida da Diocese de Taubaté - SP
Dr. Humberto Leal Viera – Presidente da Associação Nacional Pró-Vida-Família
Jaime Ferreira Lopes – Assessor Parlamentar
Dra. Lenise Aparecida Martins Garcia - Professora do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília
Dep. Luiz Bassuma – Deputado Federal – BA
Marco Antonio G. Araújo – Assessor Parlamentar
Dra. Maria Dolly Guimarães – Presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida de SP
Dep. Miguel Martini – Deputado Federal - MG
Dr. Paulo Fernando Melo Costa – Assessor Parlamentar
Dr. Paulo Silveira da Silva Martins Leão Junior – Presidente da União de Juristas Católicos do RJ
Dra. Renata Braga Klevenhusen - Coordenadora Adjunta do Programa de Pós-graduação em Direito da Universidade Estácio de Sá
Susy Gomes – Assessora Parlamentar
Dep. Dr. Talmir Rodrigues – Deputado Federal - SP |
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25.04.2008
A FORMIGA
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14.02.2008
VIVENDO A SEMANA SANTA
Após o quinto domingo da quaresma começa o tempo da paixão. Neste tempo os cristãos meditam de uma forma especial sobre o sofrimento de Jesus. Algumas pessoas percorrem as 14 estações, outras lêem sobre o sofrimento de Jesus outras ouvem a paixão segundo São Mateus, São João, enfim, na liturgia somos convidados a meditar ao Jesus sofredor. Meditamos sobre a paixão de Jesus para nos assegurarmos que não fomos deixados a sós com nosso sofrimento. Ao olharmos para Jesus não devemos nos sentir sozinhos em nosso calvário e percebermos que nosso sofrimento não é em vão, pois com a sua paixão ele nos mostrou que viveu as angustias deste mundo para poder chegar à ressurreição, à plenitude. Quando nos deixamos perpassar pelo sofrimento, como fez Jesus, aí podemos ter a vivência de que a cruz nos torna abertos para Deus e para a verdadeira vida. Agora vamos conhecer um pouco sobre todas as celebrações litúrgicas da semana santa, pois sabemos que desde o Domingo de Ramos até o Domingo da ressurreição toda a Igreja vive momentos de oração e recolhimento, mas sobretudo de muita espera e alegria, pois aguardamos a ressurreição do Cristo.
Este ano iremos celebrar o Domingo de Ramos no dia 16 de março, celebração da morte e ressurreição de Jesus. Damos início ao sofrimento de Jesus com uma procissão triunfal. Como no tempo de Jesus, que entrou em Jerusalém celebrado como rei, nós entramos na Igreja com ramos de palmeira. Com a procissão de ramos reconhecemos quem é Jesus, que se dispõe a trilhar o calvário. Leituras deste ano: Is 50,4-7 – Fl 2,6-11 e MT 26,11-54.
Após o Domingo de Ramos já nos preparamos para o primeiro ponto alto da semana santa que é a Quinta-feira Santa. Com ela entramos no assim chamado triduum sacrum, ingressamos nos três dias sagrados. Na Quinta-feira Santa, que este ano será no dia 20 de março, celebramos a Instituição da Eucaristia na última ceia. Foi neste dia que Jesus quis nos dar um sinal visível para deixar claro seu amor até o fim. A Eucaristia é o lugar em que podemos experimentar a cada novo dia o ministério do amor de Jesus. Como sinal de seu amor Jesus lavou os pés de seus discípulos, este rito é cumprido pelos sacerdotes na celebração da noite. Ele lava os pés de doze pessoas, homens ou mulheres da comunidade, para tornar visível o que Jesus fez por nós. Leituras deste ano Ex 12,1-8.11-14 – ICor 11,23-26 e Jo 13,1-15.
O ponto mais alto da Sexta-feira Santa (neste ano dia 21 de março) é a liturgia das 15 horas, hora em que Jesus morreu. É uma celebração antiga e tradicional entre os católicos; não se trata de uma celebração eucarística, mas de uma liturgia marcada somente pela palavra, por cânticos e ritos. Ela começa com um longo silêncio, onde os sacerdotes permanecem deitados no chão. Com este gesto inusitado dá-se a idéia de que só conseguimos nos aproximar do ministério da morte de Jesus na cruz quando estamos em silêncio. Depois deste momento a Igreja reza pelas pessoas do mundo todo seguido à veneração a cruz. Não se venera a cruz como símbolo de sofrimento, mas como imagem de nossa salvação. A cruz é um sinal de que Cristo assumiu todas as contradições da condição humana e transformou-as por meio do amor, que ele demonstrou ter por nós até a sua consumação na cruz. Leituras deste ano Is 52,13-53,12 – Hb 4,14-16;5,7-9 e Jo 18,1-19,42.
O Sábado Santo (Sábado de Aleluia) será celebrado no dia 22 de março. Jesus morreu por nós, e permaneceu três dias no sepulcro. Assim, também deveríamos nos dedicar com plena consciência ao teor espiritual desse dia. Cristo esteve no sepulcro. Assim, o Sábado de Aleluia convida-nos a olhar para minha própria situação de vida, pois preciso ter confiança em que Cristo também desceu ao meu sentimento de culpa e a todo martírio interno que imponha a mim mesmo, com auto-acusações; e desceu até aí para libertar-me. Com a morte de Cristo temos a certeza de que ele desceu ao sepulcro de nossos medos, nossa resignação, nossa auto-compaixão e morbidez, a fim de nos salvar e transformar o fundo de nossas almas, para ressuscitarmos na Páscoa como pessoas salvas e libertas. Leituras deste ano Gn 1,1-2,2 – Ex 14,15-15,1 – Ez 36,16-17ª.18-28 – Rm 6,3-11 e MT 28,1-10.
A Páscoa este ano será celebrada no dia 23 de março. Neste dia celebramos não só a ressurreição de Jesus, mas também nossa própria ressurreição. A luz de Cristo quer irradiar-se por todos os cantos do nosso coração, traz o calor da vida para a frieza que possa haver dentro de nós, traz vivacidade aonde haja desalento, confiança aonde haja medo. O Aleluia! Faz parte da Festa da Páscoa. Depois de quarenta dias de quaresma o Aleluia! ressoa pela primeira vez na noite de sábado para o domingo. Cantamos o Aleluia! três vezes, um tom mais alto a cada vez; assim ele chega cada vez mais fundo ao coração e afasta toda a tristeza. Celebramos a superação da morte pela vida. Cristo derrotou a morte. A vida é mais forte que a morte. Essa comemoração da vida acontece na refeição festiva da Eucaristia. A o momento em que desejamos “Feliz Páscoa!” uns para os outros. A ressurreição quer me ensinar desde já, aqui e agora o que a vida é. Ela traz a promessa de que esta vida também ultrapassa o limiar da morte, renova em mim a certeza de que não se pode acabar com a vida, porque com a morte e ressurreição de Jesus o amor derrotou a morte, para todo o sempre. Leituras deste ano At 10,34ª.37-43 – ICor 5,6b-8 e Jo 20,1-9.
José Aparecido Sousa |
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14.02.2008
Fraternidade e Defesa da Vida - Escolhe, pois a vida. (Dt. 30,19) |
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A Campanha da Fraternidade desde 1964 tem refletido, sobre vários aspectos e situações da vida. O motivo para tal encontra-se que ela se dá no tempo da Quaresma, tempo de conversão, mudança de vida e também em relação as festas da Ressurreição. E para que uma conversão aconteça é necessária uma profunda revisão da vida e da adesão a Deus. Ao longo dos anos a Campanha da Fraternidade vem nos apresentando temas e lemas que nos propunham assumir a vida sobre vários aspectos, agora vamos conhecer alguns destes temas: CF 1974 Tema: Reconstruir a Vida – Lema: Onde está teu irmão?, CF 1984 Tema: Fraternidade e Vida - Lema: Para que todos tenham Vida, CF 1998 Tema: Fraternidade e Educação – Lema: A serviço da Vida e da Esperança,CF 2001 Vida Sim Drogas Não, CF 2003 Tema: Fraternidade e as Pessoas Idosas – Lema: Vida, Dignidade e Esperança, CF 2004 Tema: Fraternidade e a água – Lema: Água, Fonte de Vida, CF 2007 Tema: Fraternidade e Amazônia – Lema: Vida e missão neste chão, neste pequeno relato de temas e lemas que a campanha já nos apresentou podemos perceber que a palavra vida aparece várias vezes, principalmente nas últimas campanhas, e este ano de 2008 a Campanha da Fraternidade vem nos apresentar a seguinte reflexão: Tema: Fraternidade e Defesa da Vida e como Lema: Escolhe, pois, a vida. (Det. 30, 19) |
Esta campanha quer ser mais um esforço de conversão de todos os cristãos, no sentido de uma busca, uma adesão ao Deus criador e doador da vida. A conversão é necessária e oportuna. Necessária porque ainda estamos muito distantes do ideal da vida presente no projeto da criação. Oportuna em razão das grandes ameaças que a vida vem sofrendo nos dias de hoje, e que exigem de cada um de nós defendê-la, no seu início até o seu decurso. De fato, a realidade atual nos desafia. Apesar de todos os avanços conquistados pela humanidade nos últimos tempos, encontramos muitos motivos para inquietações e preocupações: a vida humana que não está sendo considerado o valor absoluto, mas constantemente submetida ao valor econômico, que a instrumentaliza em função do lucro, fazendo dela um meio para satisfação de seus interesses; a injustiça social que gera ignorância, fome, violência, criminalidade e exclusão, impedindo o acesso de milhões às condições mínimas de vida; o egoísmo, o imediatismo que isentam as pessoas das suas responsabilidades. Tudo isso deixa indignado o coração de quem realmente ama, e necessita de atitudes de conversão, transformação por meio de cada um de nós, ou seja, uma revolução pela vida. Para nós, cristãos, a defesa da vida deve ser feita a partir dos critérios estabelecidos por Jesus Cristo e que estão presentes nos Evangelhos e explícitos na Doutrina da Igreja. Isso significa que essa defesa implica o aprendizado sobre a vida segundo o Plano de Deus. Sem esses critérios, podemos até mudar nosso modo de pensar e a sociedade como um todo, mas essa transformação não atingirá a profundidade necessária e a vida será sempre concebida de forma limitada, ou seja, ela sempre será ameaçada. Deus exige de cada um de nós sinais concretos de conversão, e este ano temos a campanha da fraternidade para nos ajudar nesse processo, para que nos tornemos reflexos da vida que nos é dada pelo Ressuscitado, produzindo frutos que permanecem para a Vida Eterna.
José Aparecido de Souza
Fonte: Texto-Base da Campanha da Fraternidade |
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01.02.2008 Os dez mandamentos de um coroinha
1. Ser responsável e assíduo. Quase que este é o Mandamento Principal do Coroinha: dever ser uma pessoa altamente responsável com a função que exerce; dever ter um cuidado especial com todos os objetos litúrgicos que manuseia. Quando for escalado, não deve faltar à Celebração. Deve também evitar faltar ou chegar atrasado aos encontros, pois para servir no Altar, não bastando só estar no Grupo, deve-se seguir este e os outros mandamentos que nós veremos a seguir.
2. Ser disponível. O Acólito exerce um Ministério dentro da Igreja. Ou seja, faz um serviço que nenhuma outra pessoa é capaz ou está autorizada a fazer. Por isso, quando o Acólito for escalado para alguma Celebração, ele deve prontamente dizer SIM, EU VOU. Salvo se o Coroinha tiver outro compromisso que não poderá desmarcar naquele momento, caso em que estará dispensado.
3. Ser atencioso. Acolitar significa servir; no nosso caso, servir no altar durante as Celebrações da Missa. Desta maneira, o Acólito deve ficar atento a todas as necessidades do Celebrante do decorrer da Missa.
4. Ter um comportamento exemplar. O Acólito, pela sua função no Altar, é uma pessoa altamente visualizada por toda a comunidade. Desta forma, automaticamente, o Acólito vira uma espécie de modelo de criança ou adolescente, para todas as pessoas da comunidade. Assim sendo, o Coroinha deve honrar esse grande papel que está exercendo na comunidade, comportando-se dignamente.
5. Ter cuidado com as vestimentas, a postura e os gestos. O Acólito é obrigado a ter um cuidado especial com estes três itens. As vestimentas dos acólitos devem ser dignas; durante os encontros deve-se evitar vir de bermuda, mini-saia, roupas curtas ou imprópria ao ambiente da Igreja. E para as Celebrações nem se fala, o Acólito tem que se vestir o mais discreta e compostamente possível. Já a postura e os gestos também devem ser condizentes com o Ministério de Acólito. O Coroinha deve evitar passar a mão no cabelo, nariz, ouvido, garganta e outras partes do corpo, pois o Coroinha manuseia objetos que contêm, além do Corpo e Sangue de Jesus, alimento que será consumido pela comunidade. Com relação aos gestos deve-se evitar todos aqueles de natureza obscena ou que sejam desrespeitosos.
6. Ser Estudiosos. O Coroinha é uma pessoa diferente, que tem que ser bom em tudo que faz. Inclusive na Escola. Então, para servir no Altar, o Coroinha tem que ser um bom aluno, ou seja, precisa tirar boas notas; tem que tirar notas acima da média. Caso tenha algum conceito insuficiente será suspenso das suas funções, e dependendo das notas poderá ser até ser convidado a sair do Grupo de Acólitos.
7. Considerar e honrar a sua Família. O Acólito deve ser um modelo exemplar também dentro da sua família. Ninguém vive sadiamente sem família. As pessoas que não têm família, possuem na maioria das vezes algum problema de ordem psicológica. E muitas vezes, mesmo tendo em casa a nossa família, nós não a tratamos com a devida importância e respeito, gerando dessa forma muitos problemas que, com o passar do tempo, não podem ser mais consertados.
8. Respeitar Todas as Pessoas. O mundo em que vivemos não está restrito à nossa família, à escola ou à igreja. Nós, seres humanos necessitamos de gente, muita gente mesmo, para brincar, jogar, conversar ..., ou seja, viver decentemente. Para isso temos de respeitar, tratar bem, ser educado com todas as pessoas de quem nós gostamos, e também com aquelas que não gostamos. Porque dizia Jesus: Perdoar um amigo é fácil; quero ver você perdoar um inimigo.
9. Ser um Amigo Verdadeiro. Umas das grandes qualidades do Acólito é passar todos os seus conhecimentos para os Coroinhas mais novos. Dentro do Grupo de Acólitos deve existir uma amizade verdadeira entre os componentes. Devem-se evitar fofocas, disse-me-disse, brigas, discussões ou qualquer outra ação que venha desencadear a desunião do Grupo. Caso o Acólito não se enquadre nesse esquema será convidado a sair do Grupo.
10. Nunca Esquecer a Oração. Este é o principal Mandamento do Acólito. A Oração é o combustível do Católico. Sem ela, o nosso tanque de gasolina secará, e nós pararemos no meio do caminho, igual a um carro. Com ela, nós conseguimos ter os mais íntimos contatos com Deus Pai. Devemos recorrer à oração em todos o momentos de nossas vidas. Para agradecer, interceder, suplicar, ou para simplesmente conversar com Deus. Não podemos desperdiçar nenhuma oportunidade, temos que abraçar todas. Quando rezamos de maneira correta e consciente, ao terminar, ficamos com o gostinho de quero mais. Podemos rezar em qualquer lugar, sozinhos ou acompanhados. Entretanto, a Oração mais poderosa que existe na face da Terra é a Celebração da Santa Missa, onde o Coroinha participa dela de camarote. E pode ter certeza muita gente tem uma certa inveja da localização dos Coroinhas dentro da Missa; por isso aproveite este privilégio que não são todos que têm.
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